A felicidade invade minha alma.
Ela não pediu pra entrar, e muito menos quis saber se eu a queria ou se já me julgava suficientemente feliz.
Simplesmente chegou, e mesmo sem ouvir minha opinião, ela se mostrou convincente e disse que estava na hora de ser feliz.
Bastou para isso, que em um dia inspirador eu pensasse no bem comum.
Você pode se perguntar: - Foi necessário que a felicidade invadisse seu ser e insistisse para fazer parte da sua vida?
Sim. Há momentos que não queremos olhar o mundo a nossa volta. Batemos nas mesmas teclas, nos escondemos da vida por conta de outrem, fingimos ser felizes por estarmos convencidos disso. Mas quando nos fechamos em nosso individualismo, vemos que o prazer e a felicidade mudam de significado, e isto é a brecha para a tristeza.
Mas hoje vejo que a felicidade nunca desiste da gente. É tão claro isso! Você consegue ver?
Basta observar a vida com olhos puros, esquecer que somos normais e enxergamos nossas loucuras, receber as coisas boas, converter as coisas ruins, pois isso também é a missão das almas felizes.
O engraçado disso tudo é que eu percebi que a tristeza, fica na dela, não fede nem cheira, da mesma forma que ficamos quando deixamos ela ganhar seu espaço. Ela não é como a felicidade, eufórica, quente, transformadora e entrona, ela simplesmente se instala, e como uma doença degenerativa corrói seus sonhos e objetivos, te engana fazendo você pensar que é feliz, e aos poucos te destrói até te levar ao fim do poço.
Agora posso dizer que sou feliz, livre de algemas, com corpo e mente em sintonia, pronto para espalhar e receber a felicidade de todos, com o coração aberto à novos sonhos e firme para me afastar das ilusões.

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